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Guia de Antena - Uma ajuda para os iniciados

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Guia de Antena - Uma ajuda para os iniciados

Mensagem por Bluespoon em Qua 19 Set 2012 - 9:10

Encontrei por ai esta guia que achei interessante e resolvi partilhar aqui.


ANTENAS EMISSORAS E RECEPTORAS

A antena é um sistema que, alimentado por energia de alta frequência, a irradia para o espaço, sob a forma de ondas electromagnéticas. São as chamadas antenas emissoras. Se colocarmos outra antena num desses campos electromagnéticos (e eles envolvem todo o globo) ela tornar-se-á um colector de ondas, ou seja, uma antena receptora.
Existe um dispositivo denominado “feeder” ou linha, vulgarmente designado por baixada, ligando o emissor ou o receptor à antena, que se destina a alimentar esta com energia de alta frequência fornecida pelo emissor, ou a alimentar o receptor com energia, também de alta frequência, recolhida na antena receptora.
Desde já se faz notar que não há diferenças de princípios entre antenas emissoras e receptoras. Estas antenas podem ter elementos auxiliares, tais como os reflectores e os directores, ou serem associadas a outras antenas. Os directores ficam à frente do dipolo ou radiador, na direcção do emissor, e os reflectores na posição oposta. Os primeiros melhoram o ângulo de recepção, de directividade, e elevam o ganho da antena, e os segundos atenuam os reflexos, que originam imagens fantasmas, e também melhoram, em certa medida, a relação frente-verso, própria das antenas direccionais, e o ganho.

ANTENAS DE RÁDIO

Uma das principais características que deve ter um sistema colector de ondas electromagnéticas (antena receptora) é o seu comprimento estar de acordo com a frequência que vai receber (antena ressonante). Os receptores de rádio recebem frequências que vão desde algumas centenas de quilociclos até vários megaciclos por segundo; seria impossível ajustar o comprimento da antena para cada frequência a sintonizar no receptor.
Existem circuitos especiais que, acoplados à antena, permitem que esta, aparentemente, se encontre em ressonância a diferentes frequências sintonizadas pelo receptor, sem necessitar de qualquer alteração prévia. Mas, para que a antena se encontre em ressonância a uma dada frequência, deve ter um comprimento que corresponda a uma fracção do comprimento da onda a receber: 1/4 ou 1/2 comprimento de onda.

ANTENAS APERIÓDICAS

Não sendo o receptor concebido para receber uma frequência fixa ou frequências múltipla umas das outras, a antena é considerada um circuito aperiódico (circuito aperiódico é aquele que trabalha fora de ressonância, com uma larga gama de frequências) com tendência para proporciona maior rendimento numas frequências em relação a outras.
A antena de rádio deve ser constituída por um fio nu (fio de cobre meio-rijo, de preferência estanhado), com 1,5 a 2 mm de diâmetro, de 10 a 20 metros de comprimento, e montado o mais alto possível da superfície do solo ou do telhado dos edifícios. Os extremos deste fio (antena) devem ser bem isolados, com o mínimo de três isoladores em cada lado. De uma ponta da antena parte uma ligação (baixada) de fio de cobre, que assegura a ligação com o pára-raios e o receptor.
Para diminuir o peso da baixada e a acção do vento sobre ela, convém que se use fio de cobre nu; depois do pára-raios, ou quando este não se use e uns metros antes da baixada entra no caixilho da janela, deve acrescentar-se com um fio de boa qualidade de isolamento, como o usado na ligação às velas de ignição.
A baixada, tal como a antena, deve manter-se afastada dos prédios, árvores, estrutura metálicas, etc., com a distância mínima de um metro, para que a capacidade estabelecida entre baixada e as superfícies próximas, não derive para a terra grande parte da energia recebida na antena.
Os fios de fixação dos extremos e sustentação da antena, quando muito extensos, devem ser cortados em secções e isolados entre si, para evitar que entrem em ressonância, afectando a recepção de várias frequências. Podemos ver na fig. 1, a maneira correcta de montar uma antena de rádio.

ANTENAS INTERIORES

As antenas interiores têm baixo rendimento. São constituídas por um fio rectilíneo de cobre, com 1 a 1,5 mm de diâmetro, isolado nos extremos e afastado uns 10 a 20 cm do tecto e das paredes laterais. De uma das pontas desce até ao receptor, a baixada de fio flexível isolado.

OUTRAS ANTENAS INTERIORES

Ligando o terminal de antena de um receptor de rádio, através de um condensador de 200 a 500 pF, a um dos alvéolos de uma tomada de corrente eléctrica ou a um dos fios da ligação telefónica, obtém-se por vezes excelente recepção, embora do telefone, a respectiva empresa proíba tal “desfalque” de RF dos seus domínios em casa alheia. A linha telefónica como antena, é quase sempre de resultados surpreendentes, enquanto que o uso do sector não é recomendável, devido aos parasitas que afectam a recepção, e hoje muito pior, pelas intensas interferências produzidas pelos triacs usados nos circuitos electrónicos de regulação e controle.
Também dá bons resultados ligar à terra o alvéolo de antena do receptor. Neste caso fica o sector de corrente a actuar como antena. Referimo-nos, como é evidente, a receptores ligados ao sector de 220 V.

CONDIÇÕES DIRECCIONAIS DAS ANTENAS

Uma antena horizontal de rádio tem a máxima eficiência quando os emissores se encontram nas direcções R e S, valores que se reduzem gradualmente até ser nula ou mínima a recepção nas direcções T e U, como se pode observar na fig. 2.
Verifica-se, por vezes, que um receptor tem condições normais de recepção num dado local, enquanto que noutro não recebe determinada estação. Isto dá-se quando a antena, no primeiro caso, tem uma posição que não é critica para qualquer dos emissores, enquanto que no segundo a estação não se consegue receber, por se situar na posição T-U da respectiva antena.
Durante a instalação da antena há que ter em conta a direcção desta, e não estendê-la ao acaso. Segundo a mesma fig. 2, a antena vertical tem um gráfico de recepção igual em todas as direcções. É no entanto recomendável o uso da antena horizontal, por condições impostas pelas antenas emissoras, quanto à polarização destas.

PÁRA-RAIOS

Dois condutores, muito próximos um do outro e com uma superfície mínima, formam um pára-raios. Devido a esta superfície reduzida, a capacidade do pára-raios é baixa, não produzindo perdas apreciáveis no nível do sinal a receber. A distância entre as pontas, não afectando a RF vinda da antena, é facilmente vencida pelas elevadas tensões provenientes das descargas atmosféricas, as quais se escoam assim para aterra, através da ligação de terra do pára-raios. Vale sempre a pena usar uma protecção eficaz da antena, porque um dia... pode pagar-se caro por uma negligência injustificada, sob o aspecto económico.

CHAVE DE COMUTAÇÃO

Esta chave tem uma dupla finalidade. Liga directamente a antena à terra, em dias de trovoadas ou quando não se use, ou liga-a ao receptor, ficando protegido por um segundo pára- raios, constituído pelos pentes que se situam na própria chave, entre os bornes de terra e central, onde liga a antena. Na fig. 4 vemos como ligar correctamente a chave de comutação antena-terra. Milhares de casos se vêem, pelo país fora, de ligações incorrectas nestas chaves de comutação.

LIGAÇÃO DE TERRA

A fim de se assegurar uma perfeita ligação de terra, deve soldar-se um cabo ou fio de cobre, de secção suficiente, a uma chapa de cobre com a superfície mínima de 0,50 m enterrada a uma profundidade nunca inferior a um metro, num local onde a terra não seja solta ou arenosa e tenha um elevado grau de humidade. Pode também colocar-se a chapa de terra dentro de um curso de água.
Canalizações metálicas de água, sem juntas isolantes, são um bom meio de ligação de terra, devendo ser perfeita a ligação do fio ao tubo, por meio de soldadura, ou dando ao fio várias voltas em redor do tubo e apertado com uma braçadeira.
Uma cantoneira de ferro cravada no solo húmido, com alguns centímetros acima da superfície para aí se soldar o fio de ligação, é uma “terra” económica e de bons resultados.

EFICIÊNCIA DA LIGAÇÃO DE TERRA

Nos receptores normais, sem filtro de sector incorporado, não se verifica na maioria dos casos, a necessidade de ligar o aparelho à terra, pois o retorno da RF faz-se pelo sector. Porém, quando o receptor tem filtro antiparasitário na linha de corrente, é necessária a ligação de terra, devido à separação que o filtro impõe à RF, entre o receptor e a linha de corrente ou sector, que contribui para uma recepção mais fraca, devido à acentuada atenuação que também produz numa extensa gama de frequências úteis, sintonizáveis.

ANTENAS DE FM

Na recepção de frequência modulada (FM) é conveniente o uso das antenas omnidireccionais, quando as estações emissoras se encontram em direcções distintas. No caso de reflexões, são recomendadas as antenas orientáveis ou várias antenas direccionais fixas, uma para cada estação emissora, o que não é prático.
Nas zonas onde o sinal é intenso, uma boa antena pode apresentar sensibilidade excessiva; é então recomendável, por vezes, o uso de um dipolo simples. Em zonas distantes do emissor é necessária uma antena de melhores características, podendo optar-se por um dipolo do tipo borboleta, como veremos mais adiante. Em geral, muitos mais quilómetros se conseguem alcançar com o uso de uma boa antena, quer se trate de uma antena de rádio, de TV ou de FM.
No circuito das antenas ressonantes, a questão primordial reside no equilíbrio das impedâncias da antena-linha-receptor, que uma vez descurado, o rendimento será péssimo, pela deficiente transferência de energia para o receptor. No entanto, um vulgar receptor de FM receberá normalmente uma estação local, ao ligar-lhe a ponta de um fio com uns 60 cm de comprimento, num dos alvéolos de entrada da antena. Pode também usar-se a linha telefónica como antena, por vezes com bons resultados, como já referimos na página onze.
A FM compreende uma margem de frequências que se situa dentro da banda de VHF e inclui os 11 canais de TV (ver quadro II), porém, a largura de banda em FM é muito menor. As estações de radiodifusão em FM transmitem na banda Il, de 87,6 a 107,8 Mc/s. Todas as condições sobre antenas de TV são igualmente aplicáveis nos casos relacionados com as antenas de FM.
Consegue-se o máximo ganho quando a antena está em ressonância com a frequência da estação a receber. A antena, sendo um dipolo simples, tem uma banda muito larga e pode ser calculado para a frequência central da banda a receber; para que tenha um ganho mais elevado, deve possuir vários elementos, apresentando então uma largura de banda menor. Deste modo, de acordo com as frequências a receber, assim serão calculadas as dimensões da antena. Grande número de antenas para FM são do tipo Yagi, que descreveremos mais adiante.
Um receptor de FM pode ligar-se a uma só antena de banda larga, com a qual recebe todas as estações de FM, cujos campos electromagnéticos cheguem à referida antena com intensidade suficiente. Mas podem surgir problemas de directividade, que obriga a orientar a antena para o emissor a receber.
Portanto, as antenas de FM devem ser pouco selectivas, para que se tornem mais eficazes na recepção de todas as frequências portadoras, condicionadas na banda que abrange os 87,6 a 107,8 Mc/s (quadro II). A directividade é muito importante, pela situação das estações emissoras, o que obriga ao uso de antenas com um ângulo de recepção muito largo, para que o sinal de uma ou mais estações emissoras de FM não seja atenuado.
Em FM e especialmente em sistemas estereofónicos, é indispensável uma correcta instalação das antenas. De contrário surgirão as distorções e ruídos impróprios deste tipo de transmissões.

ANTENAS SIMPLES DE FM

Um receptor de FM de boas características e situado numa zona de recepção normal, pode ser ligado a uma antena dipolo simples, como a que vemos na fig. 5, dobrando-a de maneira a que, sendo possível, se fixe na face interior da caixa do aparelho de mesa. Este dipolo é feito de linha paralela de 300 Ω, com 160 cm de comprimento. Quando a caixa do aparelho não tem dimensões suficientes, pode montar-se o dipolo num quadro de madeira, que fixado numa base, se pode orientar para receber o máximo sinal, servindo a moldura como suporte de uma estampa com efeitos decorativos (fig. 6).
Se a entrada de antena de FM num receptor é de 240 ou 300 Ω de impedância, pode empregar-se um dipolo feito com tubo de alumínio de 0,8 a 1,2 cm de diâmetro, dando-lhe a disposição que vemos na fig. 7. O comprimento l (em metros) será de 0,95 λ/2, vindo: λ = 300/f
(f em Mc/s). A banda de FM situa-se entre os 87,6 e 107,8 Mc/s, e o centro da banda em 97,7 Mc/s. Portanto, sendo λ (comprimento de onda) = 300/97,7 = 3,07 m, o comprimento l será de 0,95 x 3,07/2 = 1,458 m. A distância d é de 5 a 8 cm (fig. 7), e a separação e, de 1 a 3 cm, a cujos pontos liga o cabo de baixada, de 300 Ω de impedância. Esta antena é bi-direccional (fig. 1, pelo que deverá colocar-se na posição que mais favoreça as frequências que se desejam receber.

ANTENAS DE FM DE ELEVADA DIRECTIVIDADE

A antena Yagi de cinco elementos que vamos descrever (fig. , é de banda estreita e destina-se a receber a frequência de FM de 99,8 Mc/s. Recomenda-se o uso deste tipo de antena quando o sinal é procedente de uma estação emissora distante ou o local da recepção é acidentado, e também quando há outros emissores a interferir. O dipolo fechado, tem as características seguintes:

Dipolo
a - 5 cm
b - 0,5 cm
d - 8 cm
e – 1 a 3 cm
l – 142 m

Antena
dx - 45 cm
dy - 59 cm
R - 150cm
1 director - 135 cm
2 director - 128 cm
3 director - 124 cm

dx e dy - separação entre elementos.

Para cobrir toda a banda de FM com bom ganho, podem-se usar duas antenas sobrepostas, sintonizadas em frequências distintas, ou usar dois dipolos (fig. 9) calculados para 91 e 96 Mc/s. Pode também montar-se uma antena de FM com dois dipolos fechados, colocados em ângulo recto, como nos mostra a fig. 10, ligados entre si por meio de dois transformadores de 1/4 de onda. Este conjunto tem um rendimento ligeiramente inferior ao de um dipolo simples.
Os muitos emissores de FM por todo o país, a par da indiscutível qualidade sonora e a ausência de ruídos, com a propagação condicionada pelas características peculiares da VHF, impõe o uso de antenas omnidireccionais, e o recurso, nalguns casos, a um amplificador de sinal de antena, a fim de alargar o alcance da recepção.
A maioria dos receptores de FM tem entrada de antena com impedâncias de 240 ou 300 e 75 ohms, que facilita a construção e acoplamento das antenas para essas frequências.

ANTENAS PARA CB

A eficiência de uma estação de radioaficionado, depende em grande parte da instalação da antena, porquanto ela é a porta de saída e de entrada da RF, por onde se estabelece o elo de ligação com os outros amadores. Foram usados muitos modelos de antenas, e melhorados aqueles que proporcionam mais eficiência.
O rendimento de uma antena está na razão directa da condutividade do solo sobre o qual se encontra instalada. Por esse facto o rendimento é consideravelmente melhorado quando a antena é instalada sobre o solo húmido, perto do mar, de um lago, etc., e se encontre livre ou longe de obstáculos. O local ideal para a instalação de uma antena vertical, seria a cobertura metálica de um barco.
Sendo impossíveis tais condições para a maioria dos amadores e para evitar que o sinal seja absorvido, monta-se a antena acima dos obstáculos, pelo que tem necessariamente de se elevar o nível do solo, situando-o junto da antena; isto consegue-se através de uma terra artificial, empregando condutores radiais em quantidade e comprimento tanto maiores quanto o local o permita. Seria excelente, a montagem da antena sobre um tecto metálico ligado à terra.
Um velho aforismo diz: se a antena se eleva dois metros, equivale a dobrar a potência do emissor; se a antena sobe quatro metros, equivale a quadruplicar a potência do emissor. Não sendo rigorosamente isto na realidade, pode no entanto dizer-se que é da antena que depende o rendimento da estação, em emissão e recepção.
É muito mais útil um “fraco” emissor ligado a uma boa antena, do que um “grande” aparelho ligado a uma antena inadequada.
Também não se poderá dizer que um determinado tipo de antena é o melhor. Pode ser excelente quando colocado num certo sítio, ligada a um emissor com uma baixada de boa qualidade, e noutro lado ser inferior ou péssima. Portanto, sendo muito importantes as características da antena, não é menos de considerar o local e a altura, o tipo e qualidade da baixada e a correcta adaptação das impedâncias da antena-baixada-emissor/receptor.
Também, quantas vezes, montagens desastradas resultam em cheio e quando cuidadas, não proporcionam o rendimento esperado. Por esse facto, a experiência adquirida com os inúmeros ensaios que há a fazer, é fundamental para o futuro radioamador. As antenas de fabricantes qualificados, são em geral um bom apoio para o iniciado que não se disponha a melhorar, ele próprio, a eficiência do seu emissor. De contrário, é preferível que seja o amador a construir a antena. Embora os fabricantes de antenas indiquem o rendimento de cada tipo, é um valor teórico que, por vezes, só depois de vários ensaios e tentativas se conseguem as condições indicadas.
O melhor rendimento de uma antena (a máxima energia que pode irradiar) depende dos factores seguintes: ressonância da antena, correcto acoplamento das impedâncias, características do gráfico de radiação e condições do local da instalação da antena.
É mais importante a qualidade e valores dos elementos e ajuste correcto de uma antena, do que o uso de antenas especiais, de elevado preço e mal ajustadas. Por lei, as antenas de CB devem situar-se afastadas das de TV, no mínimo de quatro metros.

ENTÃO, QUAL È A MELHOR ANTENA?

Em CB é frequente esta interrogação, depois dos fracos resultados obtidos com antenas “especiais”, que não se destacaram das anteriores, de modelos bem mais modestos.
Cada antena tem um gráfico de radiação próprio; coincidindo com a direcção A, B, ou C das Figs. 127, o alcance será máximo, médio ou mínimo, e por isso, o ganho de uma antena fica em geral, muito aquém do indicado pelo fabricante. Descurada a montagem e os valores das impedâncias, perdem-se características que, com alguns cuidados se obteriam resultados excelentes.

TIPOS DE ANTENAS

Há uma infinidade de modelos de antenas, porém, para não complicarmos o assunto, vamos descrever apenas alguns dos mais acessíveis, para orientação do leitor, porque mais tarde, com a experiência adquirida, já não necessita de recomendações.

Antenas omnidireccionais
Irradiam uniformemente em todas as direcções e entre outros modelos, temos:

— Antena passo-em-frente.
— Dipolo vertical.
— “Ground-plane”, ou seja, com plano de terra.
— Antena ringo.

Antenas direccionais
Irradiam numa só direcção, ou em dois sentidos diametralmente opostos, como sejam:

— Dipolo vertical, com elementos parasitários.
— Dipolo horizontal, sem ou com elementos parasitários.
— “Cubical-quad”

ANTENA VERTICAL

A antena vertical simples, de 1/4 de onda, é a mais indicada em serviço móvel. Diremos que o comprimento de onda λ correspondente aos 27 Mc/s, é de 10,52 m, e portanto, 1/4 de onda da Banda do Cidadão (27 Mc/s) será: 10,52/4 = 2,63 metros.
Instalada esta antena num automóvel, a carroçaria actua como contra-antena, e por isso convém que a antena se situe ao centro do tejadilho, para que o gráfico de radiação seja uniforme.
Quando o comprimento da antena é menor que 1/4 À., requer o uso de uma bobina de carga, em geral montada na base da antena, para compensar essa redução. As antenas de automóvel em espiral (tipo Wendel), têm boas características para se usarem em CB.

ANTENA PASSO-EM-FRENTE

É uma antena das mais simples e fácil de realizar (fig. 128), que proporciona excelentes resultados. Alguns amadores nunca se dão por satisfeitos e embora bem servidos, são tentados a experimentar outros modelos.
Pela disposição do radial ou contra-antena, o gráfico de radiação não é uniforme e sofre uma alteração que, no entanto, é pouco significativa. Variando o ângulo e o comprimento da contra-antena, consegue-se obter o máximo rendimento, que se situa nos 2,25 dB. Isto faz parte da “pesquisa” a encetar pelo amador, e o objectivo principal é o correcto acoplamento da antena ao emissor: a máxima irradiação de energia, atenuação de ondas estacionárias e de harmónicas. As restantes características desta antena aproximam-se das do dipolo aberto vertical.

DIPOLO VERTICAL

Vimos na fig. 14, uma antena dipolo de baixa impedância, de fácil construção e de bons resultados quando convenientemente acoplada. É alimentada por cabo coaxial de 52 Ω e pode ser transformada em direccional, juntando-lhe mais elementos, como nos mostra a fig. 132. Para os 27 Mc/s, cada haste terá o comprimento de 263 centímetros.

ANTENA “GROUND-PLANE”

Nesta antena (fig. 129), a terra artificial é constituída por 2, 3 ou 4 radiais ressonantes, de 1/4 da onda irradiada, isolados da terra e do mastro, e ligados à malha do cabo coaxial da linha de alimentação. Se for ajustável a inclinação dos radiais, permite corrigir a impedância da antena e melhorar a ROE. Com uma inclinação de 30º, a impedância aproxima-se dos 52 Ω. A resistência de radiação desta antena, melhora com um menor diâmetro do tubo vertical. Vejamos na fig. 129- A, uma das disposições a adoptar no isolamento da haste e dos radiais. Com placas de baquelite, também se pode idealizar o isolamento da antena e dos radiais ao mastro.
Os elementos radiais podem ter secções adicionais para correcção do comprimento, em mais ou menos uns 4 a 6 centímetros. Este tipo de antena tem um bom rendimento e por isso é recomendado para comunicações a longa distância (DX).

ANTENA RINGO

De reduzido ângulo de radiação, tem um ganho de 4dB, e portanto, um rendimento superior ao da vertical telescópica, o que equivale a um aumento de potência de 2,5 vezes. A haste A (fig. 130) pode ser feita de várias secções, começando em baixo com o diâmetro de 20 a 25 mm, e terminar com 6 a 10 mm. Perfeitamente ajustadas umas nas outras, a última secção da antena, a da ponta, deve ser extensível, para permitir a correcção do comprimento no ajuste final, entre os 477 e 485 centímetros.
A braçadeira C (fig. 130-A), que se desloca através do tubo B, fixa-se inicialmente a uns 40 centímetros do extremo a, e nunca se deve encostar à barra E. A blindagem do cabo, liga através da barra E’ ao tubo D. O condutor central do cabo, liga à antena A, através do condutor H, braçadeira C, tubo B e barra E.

Ajuste final
Com um medidor de ROE (SWR) intercalado na baixada da antena (fig. 141) e o emissor no “AR”, desloca-se a braçadeira C para o mínimo de estacionárias. Não se conseguindo esse mínimo aceitável, repete-se o ensaio, com a secção Z da antena mais ou menos recolhida (fig. 130) até se obter o mínimo de ROE pretendido.
Não se dispondo de medidor de estacionárias, usa-se o S-Meter do receptor como indicador e ao sintonizar-se uma estação fraca, desloca-se a braçadeira C sobre o tubo B, para o desvio máximo do S-Meter, que corresponde ao correcto acoplamento da antena ao emissor-receptor. Por último, assegura-se um bom contacto e protege-se a união da braçadeira ao tubo B, com tinta ou verniz próprios para o efeito.
A antena pode fazer-se de duralumínio, que não necessita de protecção especial. Todos os outros metais (alumínio, cobre, latão) requerem um revestimento de tinta ou verniz protector da superfície. Na junção de metais diferentes, a água da chuva origina correntes electrolíticas que os corroem rapidamente. Os próprios parafusos, se possível, devem ser do mesmo metal. De contrário, protegem-se as juntas metálicas da água da chuva, pintando-as com tinta ou verniz.

ANTENA TIPO WENDEL

Nas unidades móveis em FM, TV e microfones sem fios, são excelentes os resultados obtidos com esta antena helicoidal (fig. 131). Um troço de cabo RG8 com 25 a 45 cm de comprimento, é fixado numa ficha BNC ou PL, ao qual se retira a baínha exterior de plástico e a trança de blindagem. Empregando fio 0,22 a 0,30, com o comprimento de 1/4 λ da frequência média da banda a sintonizar, enrola-se em espiras espaçadas 1 a 3 mm, deixando a ponta livre, no mínimo, a 2 cm da ficha.
Ensaiam-se alguns modelos diferentes; corta-se o fio e estende-se a espiral até conseguir a mínima ROE. Obtivemos excelentes resultados além dos 476 Mhz.

ANTENAS DIRECCIONAIS

Com antenas direccionais podem-se usar emissores de menos potência, em comunicações entre pontos fixos e permanentes. Proporcionam uma melhoria superior à quadruplicação da potência do emissor, menos interferências nas zonas laterais ou opostas ao ângulo de radiação, e atenuação das interferências (na recepção) que não coincidam com a abertura da antena.

DIPOLOS SIMPLES

O dipolo horizontal tem um efeito direccional pouco pronunciado e tal como no vertical, o rendimento é máximo somente na frequência de ressonância, não permitindo o seu uso noutras bandas. Colocando outros elementos à frente ou atrás do dipolo (fig. 132), acentuam-se as suas características direccionais, cuja efectividade numa determinada direcção, pode aumentar de três a dez vezes, com atenuação dos sinais vindos de outras direcções, fora do ângulo de abertura da antena.
Como antena de banda larga, ajusta-se a distância A para as frequências baixas, e a B para as frequências mais altas. Os elementos auxiliares concentram a faixa de radiação da antena que, no entanto, pouco melhora com mais de três elementos. O número de elementos reduz a impedância da antena e o ângulo de abertura da mesma e por esse motivo se usa um dipolo fechado, alimentado por cabo de 75 Ω. Em muitos casos o “balun” ou um transformador de 1/4 λ, proporcionam uma excelente correcção no acoplamento das impedâncias do cabo coaxial da baixada ao dipolo, e a simetrização do circuito, ou correcção da fase.
Portanto, um dipolo fechado, com elementos auxiliares (fig. 132), tem uma impedância muito baixa, podendo o amador, com a ajuda de um medidor de SWR, ajustar a posição dos directores e o seu número, até obter as condições ideais, com a ligação directa do cabo coaxial aos terminais do dipolo.

ANTENA “CUBICAL-QUAD”

Muito usada nos EUA, é classificada como uma das melhores antenas; com um ganho de 8 dB, equivale a triplicar a potência do emissor. Tem características direccionais, pelo que, não se destinando a comunicações entre pontos fixos, necessita de um sistema que permita a sua orientação.
A antena “cubical-quad” consta de dois fios de cobre com 1,5 a 3 mm de diâmetro, formando dois quadrados, apoiados em suportes em X, de fibra de vidro, madeira ou cana. São montados paralelos um ao outro, separados 0,2 λ, e fixados num tubo horizontal de alumínio ou numa tira de madeira (fig. 133). É alimentada por cabo coaxial de 52 Ω e a sua impedância varia com a distância entre os dois quadrados. Tem muitas vantagens em relação à antena Yagi e também como nesta se podem juntar mais elementos. A antena pode girar 45° sobre o eixo horizontal, com os suportes em cruz, e ligar-se o cabo coaxial no canto inferior.

FILTRO DE AM-FM/CB

Numa viatura automóvel é inestética e incómoda a montagem de duas antenas, para radiodifusão sonora e CB. Com o filtro selector da fig. 134, emprega-se uma só antena que permite o uso simultâneo dos aparelhos auto-rádio e TX/RX.
O filtro separador de banda em T, impede que o sinal de saída do emissor afecte o receptor, ligado à mesma antena e em funcionamento. Nas bobinas, em espiras juntas, emprega-se fio esmaltado 0,45, com o diâmetro interior de 5 mm. Numa base de circuito impresso são fixados os componentes e as respectivas fichas coaxiais de 75 e 52 ohms, tipo BNC. Todos os condensadores, cerâmicos, serão para 500 V.

ANTENAS DE ONDA COMPLETA

Alguns radioamadores manifestam certa apetência por este tipo de antenas, nas quais a impedância é muito superior à das de 1/2 λ, situando-se em 1000 ohms a impedância de um dipolo aberto (simples), valor que aumenta com o número de elementos que lhe sejam incorporados. Tem maior largura de banda e ganho, e são apontados como inconvenientes o tamanho e o acasalamento de impedâncias.

ORIENTAÇÃO DAS ANTENAS

As antenas direccionais, com as vantagens inerentes às suas características, podem ser giratórias, orientáveis, quando accionadas através de um rotor (sistema electromecânico) ou por cabos de aço. De qualquer modo, o amador deve ter junto de si, um quadrante onde possa certificar-se da posição da antena e da orientação pretendida.

A ROE (SWR)

A relação de ondas estacionárias (ROE) é muito importante nas características de funcionamento de um emissor, e resulta afectada pelo incorrecto acoplamento da antena-baixada-emissor/receptor.
As condições locais, como sejam a humidade e a natureza do solo, resistência de perdas à RF dos materiais da própria antena, a altura desta e vários factores imponderáveis que escapam a uma generalização, contrariam o conceito da ROE. De qualquer antena com a ROE de 1:3 e uma resistência de radiação mais elevada, resulta um rendimento muito superior ao de uma outra antena com a ROE de 1:1 e uma resistência de radiação inferior.

A VIZINHANÇA

Muitos amadores interferem a TV dos vizinhos e abusivamente não tentam evitar esses incómodos. Também, alguns dos prejudicados, como resposta, resolvem “lixar- lhes” a recepção. Noutros casos, os vizinhos e por vezes os menos próximos, tomam conhecimento da sua vida privada, quando o amador cita o nome, morada, períodos de ausência ou horários de trabalho. Com isto franqueia as portas e proporciona aos gatunos um trabalho limpo!... Com filtros adequados pode evitar esses riscos.

INTERFERÊNCIAS

Em viaturas automóveis, as interferências que mais afectam a recepção dos 27 Mc/s, podem eliminar-se com o uso do filtro da fig. 135, intercalado na saída do dínamo, não sendo dispensados os outros componentes de filtro habituais, incluindo aqueles que são usados nos rolamentos das rodas de alguns automóveis, que espantam uns quantos mecânicos desprevenidos, por desconhecerem as funções de tão “injustificadas” molas!

FlLTRO DE INTERFERÊNCIAS EM TV

As frequências harmónicas de alguns emissores, coincidem com as frequências dos canais de TV e interferem, por vezes, os televisores situados a centenas de metros (baseamo-nos em consultas que nos têm sido apresentadas por muitos dos nossos leitores), e só com filtros muito selectivos se conseguem eliminar. Para evitar as frequências harmónicas, intercala-se na saída do emissor, o filtro da fig. 136.
Pode-se enrolar mais uma espira em cada bobina e deslocar dentro desta, um disco metálico, para o ajuste indutivo (ver figs. 229 e 232 do Guia Prático de Radiotecnia).

FILTRO DE INTERFERÊNCIAS EM 27 Mc/s

Nas baixadas de TV, junto ou dentro do aparelho, liga-se o filtro da fig. 137, para eliminar as interferências dos emissores próximos. É obrigatório o uso de alguns destes filtros, que podem ser feitos pelo próprio amador.
Para evitar a interferência do emissor nos televisores próximos, as antenas devem-se afastar no mínimo de 4 metros da interferente.

FILTROS

Os filtros permitem, portanto, atenuar ou eliminar outras frequências interferentes. Assim, teremos:

a) Em série com o dínamo, o filtro da fig. 135 elimina as frequências interferentes na recepção móvel, nos 27 Mc/s.
b) O filtro da fig. 136, ligado à saída do emissor, evita que as harmónicas dos 27 Mc/s interfiram os receptores de TV da vizinhança.
c) À entrada do televisor, o filtro da fig. 137 elimina as interferências harmónicas dos 27 Mc/s.

“CÁLCULOS” DE FILTROS

Quando se desconheçam os valores correctos, fórmulas próprias ou gráficos que facilitem o cálculo dos filtros, pode-se empregar uma bobina de valor médio (1) e um CV que cubra toda a faixa de frequências. A secção do fio dependerá da corrente máxima ou da potência a transferir, como seja o da fig. 135.
As fugas resultantes da má qualidade do isolamento, as capacidades residuais de todo o conjunto e o desnecessário comprimento das ligações vivas, devem-se reduzir ao mínimo possível.

ADAPTADOR DE ANTENA PARA CB

Este filtro, fig. 138, facilita o ajuste de qualquer tipo de antena, melhorando a selectividade e a ROE.
Fazendo uso de padders de mica, a montagem fica muito mais compacta e esteticamente melhorada.
As ligações às fichas de entrada e saída, devem ser o mais curtas possível, e a bobina apoiada nas pontas-terminais, afastada da caixa, para evitar os efeitos parasitários desta sobre o valor indutivo de L1.
É vulgar entre amadores, a conjugação das unidades que vemos na fig. 139. O medidor de ondas estacionárias pode ser retirado do circuito, depois de completados os ajustes e reduzido ao mínimo o valor da ROE. O filtro C é de reconhecida utilidade, posteriormente, quando a antena é instalada num local de difícil acesso.

NOTA — No DICIONÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS (inglês-português), foi incluída uma lista dos termos mais usuais entre “macanudos”, de interesse para os iniciados que desejem fazer uso de uma linguagem fluente e própria dos veteranos.

NOTAS

Nesta rubrica advertimos o leitor sobre alguns pormenores de interesse, já descritas no texto precedente e aqui rememorados.
— Nos primeiros tempos da TSF, era frequente o adágio, ainda actual na recepção de FM e TV, que diz: — Tanto vale a antena, quanto vale o receptor! Desde sempre as antenas devem ter o máximo ganho, para fornecerem o maior nível de sinal possível, que depois, se necessário, é atenuado à entrada do receptor.
— A recepção do segundo programa é, em geral, menos fácil de obter em boas condições. Em zonas de sombra e marginais, muitos leitores, depois de várias tentativas e gastos vultosos, resolvem o seu caso através deste livro, não descurando alguns pormenores importantes aqui apresentados e a razão destas notas finais.
— Na escolha de uma antena, deve ter-se em conta a frequência de ressonância ou canal, a impedância, a directividade ou ângulo de abertura e o ganho — são características básicas das antenas direccionais. Mas a qualidade do fabrico, especialmente o acabamento exterior, é um dos pormenores mais importantes.
— A antena deverá ter uma posição correcta, para captar só a frequência desejada do emissor, a portadora directa, excluindo as reflexões ou frequências de canais adjacentes, de frequências mais próximas, fundamentais ou harmónicas.
— A directividade de uma antena é melhorada com dipolos simples acoplados, ou duas antenas com directores e reflectores.
— A relação F/V (níveis do sinal vindo da frente ou detrás) nas antenas Yagi de 10 elementos é de 10/1, enquanto numa tróica (fig. 32) é de 30/1. Daqui se infere da vantagem em usar esta última, quando há problemas de reflexões ou a interferência de outros canais.
— Certos obstáculos cortam a onda directa, enquanto outros a podem reflectir; quando a onda directa é parcialmente bloqueada e predomina a onda reflectida, é esta a aproveitada, orientando a antena nesse sentido (fig. 86).
— A propagação da UHF é muito mais afectada pelo relevo topográfico, pelas árvores, estruturas metálicas, etc.
— Em igualdade de condições, como vimos, a recepção do segundo programa faz-se sempre em piores condições, com menor rendimento. Por isso se recomendam em UHF, as antenas diédricas, inultrapassáveis por qualquer outro modelo.
— Os telhados e as placas têm muita influência na antena: afectam o rendimento e muito mais a qualidade do sinal. Basta elevar a antena um pouco mais, para que tudo normalize.
— Subir a antena mais dois ou três metros, e nalguns casos descê-la ou deslocá-la para outro ponto do telhado, pode por vezes melhorar significativamente a intensidade do sinal, atenuando as reflexões e os efeitos de sombra.
— São boas as condições para a recepção da TV espanhola em todos os locais de onde se aviste um vasto horizonte, sem obstáculos. É problemática a recepção, se na direcção do emissor, nas mediações há elevações de terreno que limitem o horizonte.
— As elevações de terreno tendem a alterar a polarização das ondas, que se acentua com a distância.
— As antenas com polarização vertical, são mais atreitas às interferências vindas da via pública.
— A polarização da antena (horizontal ou vertical) deverá ser igual à da antena emissora (a mesma posição). Porém, a grande distância, tem que se optar, por vezes, por uma posição intermédia (fig. 34).
— Em UHF, uma só antena cobre vários canais, e os vendedores de boas marcas podem esclarecer o cliente na escolha mais acertada, porque há outras mais selectivas, de banda estreita, recomendadas nos casos especiais, em situações mais críticas.
— Largura de banda. Numa antena ou amplificador, uma maior largura de banda corresponde a um menor ganho. Portanto, para receber um só canal e excluir os interferentes, há toda a vantagem numa antena e amplificador de banda estreita.
— O sinal de uma antena é nulo ou insuficiente, na área de sombra imediatamente posterior a um morro ou num vale (figs. 91) e menos afectado a maior distância do obstáculo. Quando dizemos sinal nulo (esta é uma condição remotíssima), referimo-nos a sinais muito débeis e que, mesmo depois de sujeitos à amplificação normal, não são perceptíveis.
— O ganho de uma antena aumenta, com um maior número de elementos, os quais, por sua vez diminuem o ângulo de recepção e a impedância, adoptando-se, portanto, uma solução de compromisso.
— O nível do sinal depende do local, da qualidade dos materiais (antena, cabo), do número de elementos da antena, do modelo, da altura a que está instalada, etc. Um amplificador ou duas antenas acopladas, também melhoram o nível do sinal.
— Com dipolos simples fechados, o ganho é uniforme com o aumento da frequência, porém, com a inclusão de um reflector o ganho cai e com um director ainda mais se acentua essa quebra, relativamente ao aumento da frequência.
— As antenas Yagi são sempre melhoradas nas suas características, com o uso de reflectores de vários elementos (figs. 41 a 44), e em especial, com a disposição de parábola, de focagem ajustável (fig. 44).
— As antenas interiores, por estarem próximas de massas reflectoras (chão, tecto, paredes) originam por vezes fantasmas, nalguns casos de difícil eliminação, O mesmo se passa com as antenas normais, montadas nas varandas, sob o telhado, junto dos terraços, etc.
— O ganho de uma antena é proporcional à superfície dos elementos, razão porque as antenas Yagi em UHF, apresentam um ganho inferior ao das antenas de VHF.
— Perante a dúvida do número de elementos de uma antena tipo Yagi a usar, pode adoptar-se o critério seguinte: antena de dois elementos, até 10 Km de distância do emissor, incluindo um elemento director por cada 10 Km mais, com o máximo de cinco elementos na banda I e 12 elementos na banda III.
— As características de uma antena devem obedecer à frequência de ressonância, tendo em conta o ângulo de abertura, o ganho, a resposta ou largura de banda, a relação FN, etc.
— Obtém-se o máximo ganho de uma antena Yagi, quando o reflector se situe a 0,17λ do dipolo.
— Para alargar a banda, que terá alguma influência no rendimento da antena, afastam-se os elementos Ref-Dip de 0,15 para 0,20 λ, e o Dip-Dir de 0,10 para 0,20 λ; é conveniente este afastamento quando a antena tem mais elementos, para não diminuir excessivamente a impedância do dipolo, que daria origem a ondas estacionárias.
— Com antenas de banda estreita, diminuem as interferências de outras frequências ou canais próximos, adjacentes.
— Quando um canal interfere noutro de sinal mais fraco, tem de se jogar com o ângulo de abertura da antena, com a orientação, a polarização intermédia, o tipo de reflector, etc.
— Na presença de reflexões laterais empregam-se antenas com mais elementos e também duas ou três antenas lado-a-lado, de três elementos cada.
— A impedância de uma antena pode ser corrigida, como dissemos, variando a distância entre os elementos, muito em especial entre o dipolo e o primeiro director.
— A separação entre os elementos de uma antena tem influência no ganho, na impedância e na largura da banda, e por isso se adoptam valores de compromisso.
— Alguns fabricantes para evitarem o uso de transformadores de impedãncias de 300/75 Ω nos terminais do dipolo, diminuem a distância entre o primeiro director e o dipolo. Este arranjo reduz a impedância da antena, mas não é correcto ligar directamente o dipolo (simétrico) à linha ou cabo de 75 Ω (assimétrico). Deve conservar-se a distância dipolo-director e empregar um transformador de impedâncias (pequena placa de baquelite com um divisor indutivo) fig. 140, fixado aos terminais do dipolo, ou um troço de cabo com 1/4 λ (fig. 62).
— Nas antenas de UHF, para que o dipolo não fique muito curvado, com um raio mínimo, a impedância deste é maior, mas a aproximação do primeiro director com o dipolo e a presença dos restantes directores, corrige essa diferença.
— Não adianta empregar antenas com muitos elementos, quando estas se encontram por detrás de uma elevação de terreno. Quanto maiores forem as antenas, tanto pior! Uma antena de poucos elementos e de boa qualidade, bem como a da linha, correctamente acopladas, são a melhor medida, usando então, se necessário, um amplificador.
— Se a recepção da TV monocromática é boa, nada justifica substituir as antenas por outras. Não há antenas especiais para TVC, como alguns vendedores oportunistas fazem crer.
— Nem a melhor antena dará bons resultados, se não tiver a linha de baixada correctamente acoplada, e esta ao televisor.
— O acoplamento de uma antena (simétrica) a um cabo assimétrico, processa-se pelos dois meios exemplificados nas figs. 60 a 63.
— Ao acrescentar-se um cabo de baixada, nunca se emenda, como vulgarmente se faz num circuito eléctrico. Liga-se através de uniões coaxiais próprias, no interior do prédio. Também nas bifurcações se devem usar uniões em T, repartidoras de sinal.
— Todo o montador de antenas tem o dever de servir o melhor possível os seus clientes, recusando antenas com parafusos de ferro; embora disfarçados por revestimentos galvânicos, é a ferrugem desses parafusos nos terminais dos dipolos, que origina as avarias precoces.
— O trajecto da baixada próximo da antena, é muito importante. Não deve descer no sentido dos directores, mas antes em direcção oposta. Daí a conveniência em fixar o mastro à espinha, posteriormente ao dipolo (fig. 113).
— Um cabo de 75 Ω, ligado directamente a um dipolo de 300 Ω, diminui a potência do sinal da antena e torna-a assimétrica, podendo compensar-se com a adaptação da fig. 60, se o dipolo se encontra isolado do suporte. Use-se, isso sim, um transformador de impedâncias fixado aos bornes do dipolo (figs. 61 e 63), ou um 1/4 λ; este liga-se directamente aos referidos bornes ou após alguns metros de linha de 300 ohms.
— O cabo de 75 ohms pode ser ligado directamente ao dipolo de 300 ohms, se por tentativas e ensaios repetidos o referido cabo for cortado em pequenos troços, até coincidir com uma fracção de onda; então os resultados serão excelentes, o que sem experiência não é muito fácil de obter.
— O cabo coaxial é hoje de uso generalizado. Quanto mais fraco for o sinal ou longa a linha (além dos 20 metros) melhor terá de ser a qualidade desta, para que não se debilite ainda mais a amplitude do sinal, Os cabos coaxiais apresentam mais perdas do que a linha paralela (ver quadro XIII), mas não se agravam com o tempo de uso, com a fixação de fumos, poeiras, salinidade do mar, humidade, etc. O cabo especial recomendado por algumas firmas para a baixada de antenas parabólicas é o tipo TCC2145, de preço muito acessível.
Em qualidade, nada é comparável à da linha paralela de fios nus (fig. 6, e os radioamadores mais experientes bem o reconhecem, com valores de ROE praticamente nulos; exige, no entanto, o correcto acoplamento das impedâncias.
— As ondas estacionárias atenuam o sinal, afectando a qualidade das imagens quando o nível é suficiente, e em certos casos o sinal pode até ser eliminado.
— Um dipolo aberto e horizontal de 75 ohms, alimentado com cabo de 75 ohms, é afectado na directividade, com um lóbulo assimétrico em relação ao seu eixo. Por esse facto os radioamadores mais exigentes recorrem ao simetrizador da fig. 62.
— O inadequado acasalamento das impedâncias da antena-linha, tantas vezes descurado, prejudica a qualidade da imagem, destacando-se os efeitos de multifantasmas, resultantes das ondas estacionárias. É inaceitável ligar duas antenas directamente e ao acaso à mesma baixada, ou esta com ligação directa a dois ou mais televisores, um cabo de 75 ohms directamente ligado ao dipolo de 300 ohms, ou ainda, dois cabos ao mesmo dipolo.
— Na associação de várias antenas de UHF (quatro antenas, por exemplo), devem-se sobrepor, em vez de colocadas lado-a-lado, em grupos de suas.
— Em UHF, uma só ou várias antenas ligadas em paralelo e sobrepostas, cobrem mais de metade dos canais da banda V, não justificando que difiram umas das outras em alguns canais.
— Para banda larga, a distância entre antenas sobrepostas deverá ser de 1/4 λ da menor frequência de trabalho; a banda estreita, para recepção de um só canal, é obtida com a separação de 1/2 λ (figs. 30-A e B).
— Na banda I, canais 2, 3 e 4, não se obtém qualquer melhoria com antenas de mais de cinco elementos. Também não é nada cómodo o empilhamento destas antenas, pelas suas dimensões e o espaço ocupado.
— As antenas acopladas para melhorarem o nível do sinal, apresentam mais vantagens em montagem vertical (empilhadas verticalmente). Melhoram a directividade vertical, com atenuação dos parasitas da mesma polarização, produzidos pelos veículos motorizados.
— Nunca se ligam duas antenas, de UHF e VHF, directamente ao mesmo cabo; só num reduzido número de casos e com muita sorte se podem obter bons resultados.
— As antenas de TV, por exemplo na banda III, em montagens distintas, interferem-se mutuamente até uma distância que pode ir de 5 a 10 λ, ou seja, 7 a 15 metros entre elas. Não é isso que se vê!
— Em FM e especialmente em estéreo, é fundamental a correcta montagem da antena. Mas sem uma antena omnidireccional, há portadoras recebidas em deficientes condições.
— Para ajuste do comprimento dos dipolos simples, em emissão, alguns fabricantes adaptam troços ou tiras do mesmo material, mais macio (fig. 141), que são dobrados de acordo com o comprimento efectivo que proporcione os melhores resultados.
— O amplificador de antena emprega-se quando a baixada é longa, quando há várias tomadas para outros tantos televisores, e portanto, se o sinal é fraco e insuficiente para todas as ramificações, em zonas de sombra, etc, O AA1 opera maravilhas em VHF e UHF
— Amplificadores de sinal de antenas colectivas, são usados com as funções de “lineares”, na retransmissão de TV sobre áreas de sinal muito fraco ou nulo, como no caso da fig. 93.
— Nos atenuadores em T ou em “pi” das figs. 35 e 36, as resistências são de valores distintos, para uma mesma atenuação de 10 dB. As resistências têm de ser do tipo não indutivo, condição válida em todos os circuitos
de RF
— Quando mudam de residência, os problemas inerentes resultam da incorrecta orientação da antena, do canal a sintonizar, do nível do sinal normalmente conseguido nessa zona, da tensão do sector, do televisor mal regulado etc.
— Deformação muito acentuada da imagem, como se fosse num espelho ondulado e coincidindo com certas horas do dia ou da noite, resulta, em geral, de tensão do sector muito baixa.
— Como é obtida a figura 23? Seguindo um percurso à frente de uma antena (no mesmo plano) com um medidor de campo ajustado num dado nível de sinal e de maneira a obter-se sempre o mesmo nível à medida que se avança, esse trajecto reproduz a curva ou lóbulo de cobertura da antena. É o limite da área de actuação da antena onde se obtém a mesma intensidade de campo.
— As interferências locais são produzidas por fios soltos a roçar em superfícies metálicas, aparelhagem médica, industrial ou doméstica, estações de CB ou de amadores, ou ainda, de origem menos próxima, no caso de uma portadora de FM, etc.
— Todos disputam a chaminé, com os inconvenientes daí resultantes, quando seria bem mais fácil em muitos casos, a fixação que vemos na fig. 11 2-B, ou numa empena, com “chumbadas” de cimento.
— As antenas podem ser protegidas, descarregadas para a terra, através de uma lâmpada de néon, que conduza algumas dezenas de miliampères (ver figs. 189 do Guia Prático de Radiotecnia).
— Os mastros, quando ligados à terra, devem sê-lo através de cabo de grande secção, afastado do telhado e das paredes.
— “chumbada” ou chumbadouro, é a designação dada à fixação de ferragens (grampos, grades, gonzos ou outros apoios) terminados em rabo-de-andorinha, alojados em cavidades abertas em paredes, blocos de alvenaria, onde era vertido chumbo ou enxofre em fusão. O cimento, já conhecido há séculos, era bem mais económico e simples! Que seria da arquitectura actual e da vivência humana, sem essa descoberta do jardineiro francês, ao envolver um vaso de flores com arame de fardo e depois de cimento? Nunca mais se fragmentou o vaso e descobriu assim, sem esperar, o cimento armado.
— Os tuners de TV e os vídeos são frequentemente afectados pelas descargas atmosféricas nas imediações, durante as trovoadas. Alguns tuners ficam irrecuperáveis, sem a protecção por pára-raios. Na residência de um nosso leitor do Barreiro, as paredes foram esventradas por uma violenta descarga que passou do mastro e baixada da antena para a rede eléctrica e a projecção violenta de tijolos e cimento na parede oposta do aposento, onde deixaram bem vincadas marcas, por sorte não atingiu ninguém, ausentes na altura! O mastro ligado à terra evitaria muitos estragos e riscos.
— Canalizações metálicas de água (não de gás) são uma “terra” em geral eficiente em radiotecnia, mas não de pára-raios específicos ou mastros de antenas.
— A qualidade dos materiais. Passado algum tempo de uso, verificam-se falhas por ajuste deficiente de alguns terminais, parafusos oxidados, precários sistemas de aperto, etc. Parafusos de ferro, nunca! Tudo isto deve ser recusado, no futuro, pelos técnicos que procuram bem-servir os seus clientes. São os clientes que nos ajudam, que devem ser servidos o melhor possível. E pagam para isso! O bom nome tem o seu preço...
— Os elementos da antena podem fixar-se directamente, alumínio com alumínio, à espinha ou suporte, secção A da fig. 21, ou ficarem isolados por esquadros de plástico. A espinha pode ser metálica ou isolante, e isto diz tudo! A madeira impregnada de óleo mineral quente, tem boas características e razoável durabilidade, e por isso é indiferente que os elementos e espinha fiquem isolados ou em contacto directo entre si.
— Nos tubos abertos, a água passa livremente e o ar circulante ajuda à secagem mais rápida. Se os topos forem hermeticamente fechados, pelas diferenças de temperatura e de pressão, o ar húmido entra e condensa-se a água, que se acumula, atingindo proporções inimagináveis e a sua longa permanência trará os inconvenientes que se podem deduzir.
— A actividade solar, com erupções cromosféricas, radiações corpusculares, etc., repetem-se em cada ciclo de 11 anos, alterando a densidade da ionização das altas camadas da ionosfera e as comunicações radioeléctricas a longa distância, por reflexão, refracção, difracção, etc.
— Não desperdice tempo e dinheiro em tentativas vãs, para melhorar a imagem do seu televisor. Porquê improvisar, para depois abandonar os seus planos e conformar-se com o infortúnio de um falhado nestas coisas, se tem aqui, ao seu alcance, o produto da nossa experiência e da de muitos dos nossos leitores, que podem ajudá-lo a decidir-se com segurança?
O leitor pode dispor do nosso apoio, descrevendo detalhadamente o seu problema, segundo a nota da última página deste livro.

CIRCUITOS AUXILIARES

Medidor de estacionárias
Apresentamos na fig. 142, um simples e funcional medidor de ondas estacionárias. A resistência R1, de 75 Ω, não indutiva, pode ser constituída por várias resistências em paralelo, com o valor total de 75 Ω e de potência superior à máxima transferida para a antena. Montado numa pequena caixa metálica, as ligações devem ser curtas, directas, e as soldaduras muito discretas.
Com o comutador S1 em D, ajusta-se P1 até o medidor M1 indicar o máximo desvio. Comutado S1 para R, lê-se a percentagem de ondas estacionárias na mesma relação da escala, de 0 a 100%. Acoplado um emissor ou um oscilador à entrada, permite verificar o equilíbrio linha-antena, de qualquer montagem de VHF ou UHF

Medidor da impedância da antena
A impedância de uma antena depende de vários factores e o conhecimento do seu valor é fundamental, para se obter o máximo rendimento, inverso ao nível de ondas estacionárias, para o que se recomenda o circuito da fig. 143. É alojado numa pequena caixa metálica, com as fichas de entrada e saída de sinal, ligações curtas e o potenciómetro P1 com veio de plástico, fixado numa placa isolante.

Calibração. Acoplado indutivamente um oscilador à entrada do medidor (ficha E), ligam-se à saída deste (ficha S), resistências não indutivas de 10 a 1000 Ω. Com cada resistência, regula se P1 para o desvio zero do medidor M1 e marca-se na escala do P1 o valor da resistência ligada na saída, até completar a graduação da escala.

Funcionamento. Ligada à ficha S a antena a medir, injecta-se na ficha E, o sinal de um oscilador e ajusta-se o botão de P1 para zero de M1; o valor indicado na escala pelo botão de P1, será o da impedância da antena.

MEDIDOR DE SINAL

Alguns montadores adaptam ao mini-receptor de TV que usam como monitor na orientação das antenas, o circuito de nível da fig. 144, que permite distinguir mínimas diferenças de amplitude do sinal. Pode ficar incorporado no aparelho ou acoplável por cabo-ficha. A entrada (E) do circuito, liga à entrada de vídeo do cinescópio.

SIMPLES MEDIDOR DE SINAL DE ANTENA

Um sistema muito simples e seguro, é o uso de um medidor de luz, muito comum em fotografia, colocado à frente do televisor quando esteja a receber a mira. As variações do sinal de antena serão notadas em pormenor no desvio da agulha do instrumento, permitindo assegurar a posição de máximo sinal de antena. Com uma resistência LDR e um vuímetro, é de fácil realização um destes medidores de luz.

O DECIBEL

Quem contacta com as coisas do som e das antenas, e não só, ouve falar de decibel E o que é? O decibel (dB) é uma unidade de medida da relação entre duas potências, entre duas tensões, ou correntes. O primeiro caso, que corresponde à verdadeira definição do decibel, apresenta-se matematicamente da forma seguinte: um decibel é igual a dez vezes o logaritmo decimal da relação entre duas potências.
Se medimos, por exemplo, uma potência P2, com o dobro do valor de outra potência P1, teremos: P2/P1 = 2, o logaritmo de 2 é 0,3, dez vezes o logaritmo de P2/P1 = 3. Assim, a potência P2 é 3dB superior a P1. Porém, 3dB não nos diz nada do valor absoluto da potência P2, porquanto possa ser em microwatts ou kilowatts; unicamente nos diz que vale o dobro de P1. Se as duas potências são iguais, a sua relação vale 0 dB, e se é inferior a P1, a relação expressa-se em dB negativos.
Também se expressa em dB o ganho de tensão de um amplificador, na medição da relação de duas tensões, e neste caso é definida de forma distinta: um decibel é igual a vinte vezes o logaritmo decimal da relação entre duas tensões. Portanto, se V2 é o dobro de V1, resulta que V2 é 6 dB maior que V1. Se V2 é a tensão de saída de um amplificador e V1 a tensão de entrada, diremos que o amplificador tem um ganho de 6 dB. Com o sinal de antena põe-se o mesmo caso, a partir do ganho de uma antena simples, constituída por um dipolo, cujo ganho é de 1 dB. É a partir desta, e portanto do ganho 1, que se considera o ganho das antenas com mais elementos.

A IMPEDÂNCIA DA ANTENA

O que é a impedância de uma antena? É uma pergunta que muitos leitores fazem e alguns “fabricantes” não sabem explicar o que é (1).
A impedância é uma característica que depende do diâmetro dos tubos ou varões e da separação entre os dois troços do dipolo fechado. Podemos ver na fig. 69 e quadro XV, a relação que há entre as dimensões e a impedância característica de qualquer antena. Mas essa característica sofre alterações importantes com a presença dos restantes elementos: directores e reflector.
(1) E porquê? Porque certos fabricantes de “meia-tigela” limitam-se a adquirir uma colecção de antenas de fabrico estrangeiro, fazem antenas iguais, mas esquecem-se, ou desconhecem o acabamento dado a essas antenas. Depois, é o que se vê com frequência, com o uso de antenas de fabrico ordinário, em locais de sinal débil!... Algumas destacam-se pelo colorido da anodização.

O TAL “PIRATA”

O oscilador da fig. 98 é alimentado com CC pulsatória, cobrindo as bandas de OM, OC e FM, conforme a bobina usada. As harmónicas fazem o resto! Isto é também um recado para alguns cebeístas. Ainda, feixes de ultra-curtas, enfiados no alinhamento das comunicações entre estúdios e emissores de TV, de radiodifusão, etc., é um meio certeiro de impor respeito pelos direitos de quem paga, e de que maneira, impostos com o nome de taxas, e lhes conspurcam os lares e a moral de um povo mártir que repudia tão abjecta mercadoria. Imagine o leitor, o que seria “cair” em cima desses anúncios, e de muitas e alarves verborreias, como meio de moralização forçada? Esta carapuça não serve a alguns (infelizmente a poucos) excelentes profissionais.

TV VIA SATÉLITE, PARA TODOS

A televisão via satélite está ao alcance dos que residam em locais onde algum vizinho “carola” tem por passa-tempo, aplicar o sinal da sua antena parabólica a um pequeno emissor de TV.
Nalguns pontos do país, são vários os programas de estações estrangeiras à escolha, retransmitidos em VHF ou UHF. Outros, de posse dos mesmos emissores, irradiam programas directos, de câmaras de vídeo ou de videogravadores.
Um emissor muito usado nessas funções, como já referimos, encontra-se publicado em Emissores com Transistores, figs. 82 e 83, com um alcance superior a 7 Km. A antena mais simples, usada neste emissor, é o dipolo vertical (fig. 14) com o comprimento L de 26 a 30 cm, de arame de cobre ou alumínio de 2 a 4 mm de diâmetro.

NOTÍCIAS

— Em locais onde a recepção de TV era muito deficiente, depois de várias tentativas sem êxito, alguns leitores aceitaram a sugestão de lixarem os elementos das antenas e obtiveram excelente rendimento com a eliminação de toda a anodização.
— Outro leitor, residente na Póvoa de Sta. Iria, um local com as melhores condições para receber Espanha, nada conseguia depois de persistentes tentativas; lixada a antena, tudo se modificou, obtendo uma recepção excelente nos períodos mais favoráveis, claro!
— Um outro leitor também obteve os melhores resultados na recepção da TVE, depois da mesma operação e de usar um reflector em “painel” feito com fio de cobre de diâmetro acima de 0,90, de enrolamentos obtidos no ferro-velho. Os fios paralelos horizontais ficam separados uns 50 mm. Depois de lixado e estanhado o fio nos pontos de cruzamento, é protegido com tinta de boa qualidade.
— Ainda outro leitor, num local de difícil recepção de TV, utiliza cobre na construção da antena. As melhorias foram significativas, embora de peso e preço mais elevados e exigindo uma protecção exterior anti-corrosiva mais cuidada.
— Em Oeiras, um leitor monta uma antena de 6 elementos, segundo este manual, para receber Espanha (canal 4), com a qual obteve excelentes resultados, quando antes, com um conjunto de antenas e amplificador de elevado preço, a recepção não era sequer aceitável.
— Em vários pontos do país recebem com boa qualidade os retransmissores locais da TVE. Porém, logo que começa a emissão da RTP 1, a TVE é afectada ou neutralizada. Aqui há que jogar com o ângulo de abertura e de polarização, a largura de banda ou de resposta, o ganho e o tipo de reflector.
— Em Benfica (Lisboa) num ponto alto e com as antenas da RTP à vista, o sinal era péssimo, a recepção cheia de fantasmas e bordejada à direita por uma faixa branca. Alterada a polarização da antena (fig. 34), a recepção ficou óptima, com o dipolo quase na vertical. Por vezes resulta melhor uma posição intermédia de polarização da antena, devido às grandes massas de cimento e ferro muito próximas.

RECEITUÁRIO FINAL

Interferências radiceléctricas. Onde e a quem reclamar? Já tentaram essa odisseia? Muitos casos nós conhecemos, que por negligência, incompetência ou burocracite, se arrastaram por largo tempo e ficaram por resolver! Então, a solução para uma boa percentagem de parasitários, é forçá-los pela infalível via “legal”, passando ao ataque, interferindo-os de forma arrasante. Vejamos:
— O caso do senhorio não autorizar o inquilino a montar uma antena no telhado do prédio onde ambos moravam. Este pede-nos uma ajuda e sugerimos-lhe o circuito pirata da fig. 98. À hora de uma telenovela ou de qualquer outro programa de interesse para o senhorio, o inquilino “enfia” uma portadora intensa, interferente, na sua antena, interior ou exterior, que impede o outro de ver qualquer programa. O senhorio, sorrateiro e condescendente, cedeu logo à primeira investida!
— Vários “cebeístas” avisados do incómodo que causam aos vizinhos, continuam indiferentes a interferir. Passando à escuta, nos 27 Mc/s, não recebem mais do que a forte interferência produzida pelo circuito da fig. 98, e então, resta-lhes desistir ou pensar nos direitos dos outros, se é que ainda haja alguém com direitos, nesta martirizada terra, num esfuziante clã de porcos!...
Factos? Que rol infindável...
— Um noctívago e crónico emborrachado, entusiasta da política internacional e não respeitando as reclamações dos vizinhos, ouvia em alto nível, pela noite fora, os noticiários de diversos países. O mesmo método do oscilador fez com que à segunda noite de réplica ele desistisse desses devaneios fora de horas!
— Um nosso leitor, à noite, era afectado por um rendilhado na imagem do TV e o som distorcido. Só durante a transmissão de uma telenovela ele estava livre desse incómodo. Era evidente que um “cebeísta” local suspendia a emissão nesse período de tempo, para ver o seu programa favorito e como não acatou as reclamações desse vizinho que o localizou, a solução foi cair-lhe em cima, com a tal portadora emporcalhada de intenso zumbido de alterna.
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Re: Guia de Antena - Uma ajuda para os iniciados

Mensagem por Alfa31 em Qua 19 Set 2012 - 10:03

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Re: Guia de Antena - Uma ajuda para os iniciados

Mensagem por ALF007 em Qua 20 Mar 2013 - 16:38

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Re: Guia de Antena - Uma ajuda para os iniciados

Mensagem por pmr3363chaparrito em Qua 20 Mar 2013 - 20:55

so de ler isto ate abre o apetite............de fazer antenas I like this!
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Re: Guia de Antena - Uma ajuda para os iniciados

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